AS PALAVRAS COLABORAM COM A VELA DA PAZ - 2013

AS PALAVRAS COLABORAM COM A VELA DA PAZ - 2013
TRAZIDA DA ILHA DA SEREIA - LINDALVA

domingo, 28 de setembro de 2014

ESTA DOR

ESTA DOR...

- Ah como dói esta dor calada! Como me dilacera os sentidos! Esta dor que acompanha meu corpo e tira meu espaço... é feita de sofrimentos e cansaços... e tolhe meus sonhos e meus passos... e me maltrata com rejeições e incompreensões... e vive aprisionada num Castelo de torres e masmorras... sem ameias nem frestas... só grades... algemas... grilhões...

- Esta dor é negra... vazia... profunda... mora num poço sem água... sem ar... sem fundo...

- Há na minha dor uma terrível ausência de abraços... só passos vacilantes... armadilhas e cansaços...

- A dor e o sofrimento habitam em conventos fechados... sem luz... sem calor... só claustros abissais e gelados...

- Esta dor se confunde com o cântico negro de tempestades atrozes... vai acompanhando o voo dilacerante de albatrozes... quando tentam alcançar suas presas...

- Esta dor é uma sombra negra envolta num lençol de amarguras... sombra da minha sombra... que me acompanha através das teias do tempo... uma mordaça que aprisiona qualquer sentimento...

- Esta dor é um lamento irônico que se desprende do silêncio de todas as lágrimas... um vasto caudal de lágrimas amargas, derramadas nas pedras do caminho repleto de espinhos e mágoas...

- Esta dor me deixa louca... me rasga inteira... me esgarça a angústia das noites vazias... me chicoteia na incerta escuridão dos dias sem sol... me deixa agonizante no delírio dos sonhos desfeitos e na ingratidão dos desencantos...

- Esta dor vai-se esvaecendo pelas madrugadas com o bater das horas do tempo que passa... vai corroendo as entranhas da vida que se vai esgotando aos poucos e arrancando vários pedaços que ainda restam de mim...


- Ah... Meu Deus... como dói o silêncio desta minha dor!!!

By@
Anna D'Castro



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sábado, 20 de setembro de 2014

HÁ PALAVRAS... e palavras...



Há palavras que habitam a nossa mente como um guia que consola e desafia o pensamento, tal como um fio de navalha que atravessa a nossa atenção... como uma chave mestra que abre e fecha o coração.

A palavra atirada ao acaso tem dois gumes como a faca que agride ou que lapida um valioso diamante.

É preciso cuidado quando uma palavra é dita, pois na nossa alma fica gravada e jamais poderá ser apagada.

Toda a palavra, quando apontada na direção errada, é uma arma disparada por uma língua afiada.

As palavras de traição se trancam num árido labirinto onde não querem ser encontradas. Mas as palavras quando lançadas com amor e ternura, são um afago carinhoso... um doce beijo de borboleta, que vai esquentando os corações mais gelados.

A palavra na poesia é a ponte que nos transporta através dum rio de imagens que se estendem dormentes procurando no fundo das sombras a direção do silêncio rubro, que engole o poema se a palavra está trancada no imo das recordações.

Entre a palavra perdida e a lembrança resgatada, há palavras com sabor a lágrimas salgadas, a suor de carne bruta... veredas estreitas e sangrentas que devoram as sombras estonteantes e vão deambulando pelas letras dum poema...

Com o nascer do poema, juntam-se as palavras, uma após outra, como se fossem gotículas de orvalho pingando nas folhas brancas do caderno de poesias... viajando no pensamento e trazendo pequenas fantasias... as palavras amamentam um poema como os oásis verdejantes alimentam os desertos de miragens dos poetas e vão devolvendo ao vento as lembranças sem tempo e sem destino...



By@ 
Anna D’Castro


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quarta-feira, 17 de setembro de 2014

SEM PRESSA...

Caminho devagar porque a pressa me venceu... um dia já fui ansiosa esquecida da fadiga. A vida era uma corrida e a esperança de tudo perfeito era uma exigência que foi naufragando com o tempo da sabedoria.


Hoje exijo uma pressa moderada... dissolvo-me em outonos primaveris e invernos estiosos, bem mais calmos que os outrora escaldantes e que foram ressecando as pétalas das rosas, as raízes expostas ao frio do vento e deixaram suas marcas na pele fresca da juventude.


À minha volta o abandono da fadiga... a esperança naufragando com o desconsolo da solidão que me faz recordar das sementes guardadas e hoje transformadas em lágrimas amargas por momentos não vividos. Ao redor choram rosas famintas de carinhos... as horas vão morrendo nas trevas antes de chegar o alvorecer, mas nenhuma é igual às que viveram antes do envelhecer.


Sem pressa quero procurar meu corpo cansado e abandonado à sorte com a alma ferida que partiu para longe de mim. Vou tentando prender o tempo da espera que se vai escoando por entre os dedos encarquilhados pelo soprar tenebroso do vento agreste das recordações.


A vida é breve, mas a pressa é inimiga da perfeição... colorindo o anoitecer, a calma clama por um espaço nas noites consteladas, diante da espera da magia do sonho que vai prolongando a doce luz do renascer.


By@
Anna D’Castro



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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

CAMINHOS





  CAMINHOS...



Caminhos são florestas de desejos incontidos...
Um avançar parado dentro duma redoma de luz e sombra ardentes.

Ainda não decorei os caminhos da vida, mas invento no próximo amanhecer os sons, os aromas e as imagens que irão sulcar a par e passo o ventre do amanhã.

Caminhos são o recorte do tempo, rabiscados na alma, até encontrarem os ponteiros de cada segundo do infinito.

Os caminhos continuam pela árdua madrugada da vida enquanto uma chuva miudinha lambe as pedras da calçada e a brisa fria adentra a alma e desnuda a aurora.

Dissabores vão marcando o passado de tropeços e desacertos ao longo de tantas encruzilhadas rasgando o ventre inanimado e estéril do fracasso.

Pela nostalgia de olhar o passado repleto de neblinas, vazios e silêncios, existe ainda o sonho de encontrar o caminho da esperança, carregado de verdes planícies ensolaradas de abraços, de Amor e perdão, até sentir o aroma do amanhã.

By@
Anna D’Castro



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Almada e Lisboa... as duas belas cidades beijadas pelo Tejo

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José Saramago - O Nóbel da Literatura Portuguesa

"PALAVRAS PEQUENAS... PALAVRAS APENAS..."

Ando por aí querendo te encontrar... Em cada esquina paro em cada olhar... Deixo a tristeza... Trago a esperança em seu lugar... Que o nosso amor para sempre VIVA... Minha dádiva quero poder jurar... Que essa paixão jamais será... Palavras Apenas... Palavras Pequenas... Palavras de Momento... Palavras ao Vento!... "Cassia Eller"

AGRADEÇO A SUA VISITA À *SEMENTEIRA DE PALAVRAS*...


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...VOLTE SEMPRE... DE CORAÇÃO!