AS PALAVRAS COLABORAM COM A VELA DA PAZ - 2013

AS PALAVRAS COLABORAM COM A VELA DA PAZ - 2013
TRAZIDA DA ILHA DA SEREIA - LINDALVA

quarta-feira, 10 de junho de 2015

TENHO LÁGRIMAS E SORRISOS!...


TENHO LÁGRIMAS E SORRISOS!...

Tenho lágrimas de tristeza chovendo em meu rosto... tenho lembranças amadas que me apertam o coração...
Tenho sorrisos nos lábios quando toco teu corpo palpitante... vestido de amores-perfeitos...
Trago nas mãos réstias de caules e folhas de flores... as pétalas de todas as flores que salpicam a estrada por onde passa o Amor e a saudade... algumas réstias de espinhos prendem meus passos na noite e mos devolvem na madrugada!
Vestida de pétalas de rosas... adornada por jasmins lilases... sigo na busca do amor-perfeito... que em sonhos se esfumou na estrada dum arco-íris florido!
Todo o sonho tem o seu espaço em branco... esperando a claridade do amanhecer...
Todo o poema tem um verso em branco esperando a rima mais bela...
Meus poemas sonham com uma música suave ou com uma guitarra que toque baixinho... seus versos doces e tristes... num fado triste e magoado...
Trago nas mãos cansaços que me afagam... meu corpo se aquieta numa tela vazia... minha insônia vagueia em cima duma cama solitária e fria... e as minhas recordações repousam nas palavras que saem da minha boca sedenta do calor do teu sorriso...
O silêncio vai doendo na solidão dos dias... o tempo marca o compasso das horas sombrias... e a vida marca de sulcos... meu rosto cansado das longas esperas pela justiça das injustiças passadas...
Meu quarto é meu refúgio... onde sonho as insônias geladas no aconchego duma cama vazia... onde grito o silêncio que ninguém pode ouvir... onde choro a distância que me separa dos amores que lá deixei...
Trago nas mãos a alma dos meus desabafos... feitos versos de solidão... feitos sonhos de esperança... vestidos de risos e cansaços...
As palavras que me agridem... não têm afeto ou carinho... nasceram em masmorras sombrias de dor e descompaixão... por entre sorrisos e lágrimas se fundem com a solidão...
As palavras que me agridem... têm a quimera por carcereira... e numa redoma de vidro prenderam uma esperança pequenina que não pode desabrochar porque seu viço secou...
A eternidade me acompanha a cada raiar de aurora... sorrisos e lágrimas que importa... a minha esperança é eterna... não seca como a outra pequenina que não pode desabrochar...
Minha esperança vem doce na tempestade... suave com o vento suão... com abraços fraternos de laços sem nós...
A vida nos dá dureza... por vezes muita tristeza... mas como saber o seu sabor se não houvessem lágrimas e sorrisos... para além duma grande perda... para além duma enorme Dor?!

By@ Anna D’Castro

Creative Commons License

Todos Direitos Reservados
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

COMO UM PÁSSARO FERIDO




É na solidão da noite que grito ao vento o meu silêncio procurando a eternidade que existe entre a terra e o infinito...

É num céu sem estrelas que afasto uma lágrima que teima em escorrer no ocaso do meu olhar...

É na saudade da tua lembrança que afasto as pedras que barram os caminhos... com tantos espinhos...

É no sereno da madrugada que lavo meu rosto das trevas e das rugas que sulcam a tristeza dos meus medos...

É no silêncio das minhas palavras que escondo os desabafos que ao longo da vida se foram escorrendo por entre os dedos...

É na tristeza dum dia gelado que procuro os raios de sol que ficaram sepultados na bruma das tempestades e que invadem meu corpo inerte... carente de calor esperando os afagos do amor...

É nas paredes nuas do meu quarto que guardo todas as mágoas e desenganos que se foram enraizando no meu peito... onde sepulto as saudades dum tempo que se esvai ténue no pensamento e onde vou calando o meu descontentamento... e onde grito as feridas expostas que rasgam minha pele e dilaceram meu coração repleto de cicatrizes...

É nos pesadelos que cavalgo um corcel perdido e sinto uma loucura febril quando minha alma cansada flutua inerte pelo vazio das minhas mãos vazias... rasgando as trevas da noite...

É na imensidão das sombras que abrigo agonias e cansaços e recolho as cinzas do desamor e do desdém...

É no final do pôr-do-sol que a lua nasce e se vai deleitando com os amores que nascem de minuto a minuto sob um véu de pétalas de flores...

É na esperança do novo porvir que a vida cavalga nas asas do pensamento... voa e flutua nos sonhos adiados... e desata os nós que prendiam os laços... e reata os abraços que estavam perdidos do outro lado da vida...

O meu pensamento... como pássaro ferido... quer reaprender a voar... retomar o seu voo e seguir o seu destino... ver a vida florir  como um colorido arco-íris... para poder apenas reaprender a ser feliz!



By@ Anna D’Castro



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Almada e Lisboa... as duas belas cidades beijadas pelo Tejo

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José Saramago - O Nóbel da Literatura Portuguesa

"PALAVRAS PEQUENAS... PALAVRAS APENAS..."

Ando por aí querendo te encontrar... Em cada esquina paro em cada olhar... Deixo a tristeza... Trago a esperança em seu lugar... Que o nosso amor para sempre VIVA... Minha dádiva quero poder jurar... Que essa paixão jamais será... Palavras Apenas... Palavras Pequenas... Palavras de Momento... Palavras ao Vento!... "Cassia Eller"

AGRADEÇO A SUA VISITA À *SEMENTEIRA DE PALAVRAS*...


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...VOLTE SEMPRE... DE CORAÇÃO!