AS PALAVRAS COLABORAM COM A VELA DA PAZ - 2013

AS PALAVRAS COLABORAM COM A VELA DA PAZ - 2013
TRAZIDA DA ILHA DA SEREIA - LINDALVA

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

AUSÊNCIAS...


AUSÊNCIAS


A vida me abandonou em uma encruzilhada de estradas sem trilhos... com veredas estreitas e ausência de brilhos...
As recordações se acorrentam a um vendaval de desilusões... e o pânico das tempestades me paralisam os sentidos.
Sou feita de silêncios... gritos...  e esperas... fui moldada no barro lodoso do pântano das quimeras... sou filha do desamor e da incerteza... irmã do desalento com as entranhas secas por uma angústia de saudades e desditas, que ardem em meu peito, embriagam o meu destino e envenenam a minha alma.

Ausências são cinzas dum vulcão adormecido... são reminiscências dum tempo perdido... são gritos silenciosos sem estertor... rastros de passos sombrios... pesadelos de noites de terror... apelos perdidos no esquecimento das pedras do caminho... um olhar que se perde na imensidão do nada... cinzas enegrecidas... desfeitas na bruma se espalhando com o sopro do vento norte... por uma longa e solitária estrada... que me limita o pensamento me querendo transformar em quase nada...

Quando minhas mãos tateiam o vazio... só encontram o lamento cansado das demoras.
Meus braços... já tão cansados da espera por abraços... se abandonam aos murmúrios de longínquas lembranças... 
Por entre o suor do meu corpo escorrem as mágoas das partidas sem chegadas... das noites brancas e frias... das insones madrugadas... pesadas e vazias...

Ausências são desencontros dos sonhos... ternuras negadas... palavras duras e secas como vergastas que açoitam meu coração e fustigam meu corpo cansado nas geladas madrugadas... sem claridade... sem vida... sem um pouco de calor... a voz se estrangula na garganta carente de singelas palavras de amor...e a angústia me acalenta no seu longo manto de solidão...

As minhas ausências estão guardadas nos sentimentos aprisionados em lamentos vãos e irônicos que se prenderam nas palavras que não ousei dizer... nos espinhos que rasgaram a liberdade de pensar e sentir... e eu sempre carregando um solitário botão de rosa na primavera que precisava de chuva para poder-se abrir...

E o tempo sempre correndo... e a vida se esquecendo de mim... e as minhas mãos tão cansadas se unem numa prece... para libertar o odor das saudades dos ventos poentes... quero sacudir as ausências... exalar os aromas de poesia... e trocar fechaduras do meu coração trancado em baús de fantasia... preciso reviver para me encontrar nas ausências que tiraram da vida... o meu lugar!


By@ 
Anna D’Castro


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Ando por aí querendo te encontrar... Em cada esquina paro em cada olhar... Deixo a tristeza... Trago a esperança em seu lugar... Que o nosso amor para sempre VIVA... Minha dádiva quero poder jurar... Que essa paixão jamais será... Palavras Apenas... Palavras Pequenas... Palavras de Momento... Palavras ao Vento!... "Cassia Eller"

AGRADEÇO A SUA VISITA À *SEMENTEIRA DE PALAVRAS*...


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