
Ao Semear Palavras me desnudo em frases psico-elaboradas e encontro em cada canto um certo encanto que me seduz...
Um sorriso perfumado, um olhar inspirado, atraente, andante, pensante, contraditório com a melancólica miopia ao seu redor...
Mas eis senão quando, aparecem saltitantes palavras pequenas, que logo se transformam em puros dilemas pensantes e com astúcia de mestre arquiteto-pensador as dispõem em projetos falantes, arquitetando poemas (in)convencionais...
Ah, que delícia olhar ao redor e sem querer, tropeçar com um outro olhar coberto de orvalho verde... verdinho, límpido e cristalino...
Na dura estrada da vida sou palhaço-poeta-pensante... às vezes delirante e duvidosa, mas que ainda acredita na força das pequenas palavras... dos pequenos gestos... das graciosas gentilezas...nas pequenas grandes coisas... porque a magia, normalmente acontece em curtas viagens... em breves miragens de oásis perfumados.
E o amor?... como é que fica o AMOR numa hora destas?
Ah o Amor... ele está 'acolá' naquela esquina de olhar nunca percebido... Por detrás da porta de vidro duma loja de grifes masculinas, misturado com tantos apetites vorazes, ou com olhares mordazes interceptando a ação de conquista...
A minha insensatez, mista vontade secreta, seria dizer que sempre te amei... que és minha 'Alma Gêmea'... aquela alma por quem sempre esperei a vida toda... hummm...??? mas para além da insensatez-vontade existe um mal bem maior que acovarda qualquer um e se chama: TIMIDEZ! A eterna desculpa para uma porção de coisas não realizadas... atrás desse véu de incompetência me escondi para não enfrentar rejeições...
Como é bem verdade a letra da canção: "... quem eu quero não me quer... quem me quer mandei embora... e agora já não sei por quem será que choro agora..."
Mas chorar não choro, cansei de desperdiçar cristais lacrimais à toa... desafio o acaso para ser testemunha das minhas confissões - não de adolescente - mas de SER inconsequente e mal acostumada com a sonolência das resoluções problemáticas ou emblemáticas... sei lá!... e... quando a tristeza me invade... canto um Fado!
FADO!...Essa canção destino dos problemáticos saudosistas do mundo melhor... sem aquecimento global nem poluição destruidora dos neurônios pensantes que por aí andam gravitando, esperando um splash milagroso que livre todo o mundo dos males que assolam o resto que sobrou da humanidade.
E mesmo que na busca do amor surreal dê alguma topada numa pedra ou num edifício de cinquenta andares, isso faz parte da existência inconformada dos que já esperam encontrar empecilhos no 'seu' caminho real...
Sonhar com um beijo real, já faz parte do virtual universo contemporâneo... é uma parte da paisagem cósmica dos sentidos...
Nas entrelinhas das palavras existe além do real e do virtual, o surreal: 'Alimento' da alma dos poetas... que se nirvaneam com as quietudes perpétuas das embriagadoras palavras pequenas... palavras apenas ou as penas das pequenas palavras, que depois de semeadas alimentam e destilam sabedoria por todos os poros...
by@
Anna D'Castro
'em Caderno de Ironias Recalcadas'
(D.A.Res.)
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